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Referência:
AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. Tradução: Lúcio Cardoso. Coleção Grandes Sucessos. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
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Comentário:
Há um tempão sem postar, mas por boas causa: minha peça deste semestre e trabalhinhos extras.
Estou relendo O&P e notei que não tenho ainda Jane Austen na minha coleção! Então resolvi digitar algumas das minhas frases preferidas do Senhor Bennet, que é um dos meus personagens preferidos!
Ah! É tb minha homenagem ao dia dos pais!
CURIOSIDADES:
(1) Título original é "Pride and Prejudice".
(2) Há diversas adaptações audiovisuais. A mais recente (que eu conheço) é com Keira Knightley e Matthew MacFayden, dirigido por Joe Wright. Tem o mesmo nome do livro.
(3)Jane Austen escreveu apenas 6 livros (em português e na ordem de publicação): Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Mansfield Park (há uma adaptação para cinema que recebeu o nome de "Palácio das Ilusões"), Emma, A Abadia de Northanger e Persuasão.
(4) Na introdução do livro escrita pelo tradutor Lúcio Cardoso sobre a autora:
"O seu primeiro romance publicado foi Sense and Sensibility*, no ano de 1811. Antes, porém, com o título First Impressions, ela tinha oferecido aos editores a versão inicial de Orgulho e Preconceito. É claro que o original foi imediatamente recusado. Voltando ao silêncio do seu retiro primitivo, dividindo-se entre os seus piedosos exercícios de cristã convicta e as pequenas obrigações da existência burguesa a que se submetia, Jane Austen continua a trabalhar no romance recusado. No ano de 1813 aparece finalmente Orgulho e Preconceito, onde é minuciosamente estudada a sociedade daquele tempo, a mediocridade dos seus tipos, o ridículo dos seus hábitos, a vaidade e a tolice dos burgueses e nobres que o preconceito separava.
Rigorosamente construída, antes de mais nada essa obra era prodigiosa revelação do temperamento de uma romancista. Nada escapa ao seu lúdico olhar, nenhuma fraqueza, nenhum ridículo dessa gente que ela conhecia tão bem. (...) Orgulho e preconceito é sua obra-prima." (pgs. 5 e 6)
OBS:
"*Sense and Sensibility" é traduzido tanto como "Razão e Sensibilidade" quanto como "Razão e Sentimento".
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Personagens dos trechos selecionados:
Mr. Bennet é o pai das irmãs Bennet, entre as quais está a protagonista Elizabeth bennet.
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Trechos selecionados:
[O que está entre colchetes são explicações minhas!]
[sobre Mr. Bingley que chegará no povoado]
[MR. BENNET] - É casado ou solteiro?
[MRS. BENNET] - Oh, solteiro, naturalmente, meu caro. Solteiro e muito rico! Quatro ou cinco mil libras por ano. Que boa coisa para as nossas meninas, hem?
[MR. BENNET]- Como assim? De que modo pode isso afetá-las?
(pg. 7)
[MR. BENNET para MRS. BENNET]
- Está enganada, minha cara. Tenho muito respeito pelos seus nervos. São meus velhos amigos. Venho escutando você falar a respeito deles com grande consideração, pelo menos durante esses últimos vinte anos.
(pg. 9)
" [MRS. BENNET]- Não tussa desse modo, pelo amor de Deus, Kitty. Tenha um pouco de piedade dos meus nervos... Você os está dilacerando!
- Kitty não sabe tossir discretamente - disse o pai. - não tem noção do momento oportuno."
(pg. 10)
"- Espanta-me, meu caro - disse Mrs. Bennet - a facilidade com que você diz que suas próprias filhas são tolas. Se quisesse menoscabar os filhos de alguma pessoa, decerto não escolheria os meus.
- Se minhas filhas são tolas, espero nunca me iludir a este respeito."
(pg. 32)
"- Bem, minha cara mulher - disse Mr. Bennet, depois que Elizabeth acabou de ler o bilhete em voz alta -, se a sua filha caísse gravemente doente, se ela morresse, seria um conforto saber que foi tudo para conquistar Mr. Bingley e por ordem sua."
(pg. 34)
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9 de agosto de 2009
25 de junho de 2009
Tartufo - Molière
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Referência:
Molière. Tartufo. Tradução: Jacy Monteiro. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
ATENÇÃO! Este mesmo livro também contém as obras "Escola de Mulheres", trad. Millôr Fernandes (é a mesma obra, mas não é a mesma referência do post anterior), e "O Burguês Fidalgo", trad. de Octavio Mendes Cajado.
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Comentário:
Apesar do alarde, nem achei a melhor obra de Molière até agora (das que li). Por enquanto, é a mais crítica de forma evidente (acho que todas são críticas, mas algumas são mais debochadas... achei essa quase didática).
Este livro foi traduzido do original em francês, cujo título é " Le Tartuffe" (é de1664)e o nome verdadeiro de Molière era Jean-Baptiste Poquelin (1622-1672).
Possui notas - muito interessantes - de Robert Jouanny para a edição francesa de Éditions Garnier Frères.
CURIOSIDADES:
(1) Nas minhas aulas de teatro, soube que "Tartufo" foi censurada e por 6 anos não pôde ser encenada. Molière, que tinha formação como advogado, defendeu sua obra alegando que ela não criticava a fé, mas os maus religiosos. Mas a obra só foi "liberada" depois que ele mudou o final, introduziu o personagem "Senhor Leal" e mostrou o Rei(Luís XIV) como soberano justo que desmascara as falsidades.
(2) No livro "Mestres do Teatro I", John Gassner conta que Tartufo foi proibido pelo rei e que, após essa censura, Molière escreveu Don Juan, dando vida a uma "lenda" que existia desde a Idade Média. Ele faz considerações sobre a época:
"A França era varrida por uma reação contra a crescente vaga de ceticismo religiosos e científico. O pensamento liberal era denunciado pelas seitas religiosas, entre as quais as mais ativas eram os Jesuítas e os Janenistas. A devoção se transformava em moda e nem todas as suas manifestações eram desinteressadas e sinceras. (...) Custou ao autor ser acusado de ateu por aqueles cujas sensibilidades haviam sido ofendidas. (...) Insistiu que não havia atacado a religião e sim a forma pela qual podia ser usada para disfarçar o interesse próprio."
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Personagens dos trechos selecionados:
Orgon é o chefe de família que recebe Tartufo como hóspede em sua casa e fica cego com suas evocações religiosas.
Mariane é filha de Orgon.
Dorine é dama de companhia de Mariane, filha de Orgon.
Cléante é cunhado de Orgon.
Valère é o pretendente de Mariane.
Elmire é a segunda mulher de Orgon (ele é viúvo e bem mais velho que ela) e madrasta de Mariane e Damis.
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Trechos selecionados:
DORINE:
[para Senhora Pernelle, mãe de Orgon, sobre uma dama conhecida que ela cita]
"O exemplo é admirável e esta dama é boa! É verdade que vive como pessoa austera, mas foi a idade que lhe meteu na alma esse zelo ardente e sabe-se que é pudica contra a própria vontade. Enquanto pôde atrair as homenagens de muitos corações, gozou de todas as vantagens de que dispunha; vendo, porém, diminuir o brilho de seus olhos, propõe-se renunciar ao mundo que a abandona, mascarando a debilidade de seus atrativos já gastos com o véu pomposo de uma grande sabedoria. São essas as vicissitudes das coquetes do tempo. Para elas é duro ver os galantes baterem em retirada. Em tal abandono, a sombria inquietação não lhes concede outro recurso senão o de representar o papel de mulher pudica; e a severidade dessas mulheres de bem tudo censura e nada perdoa; censuram acerbamente a vida de qualquer um, não por caridade mas impelidas pela inveja, que não poderia permitir que outra gozasse dos prazeres, cujos desejos o declínio da idade já extinguiu."
(pgs. 17 e 18)
CLÉANTE:
[para Orgon, sobre os bons e honestos devotos]
"(...) neles não se vê esse fasto insuportável e a devoção deles é humana, é tratável; não se metem a censurar-nos todas as ações. Acham que é orgulho demasiado corrigir a todos e abandonando aos outros a arrogância das palavras, é com suas ações que procuram corrigir as nossas. Para eles a aparência do mal não tem grande importância e são levados sempre a pensar bem do próximo. Nada de intrigas, nada de conluios com eles. Sua única preocupação é procurar viver bem; nunca se escarniçam contra um pecador qualquer; odeiam somente o pecado e não pretendem esposar, com zelo extremo, os interesses do Céu mais do que o próprio Céu.(...)"
(pgs. 30 e 31)
DORINE:
[para Orgon, sobre ele querer forçar a filha a casar-se com Tartufo]
"(...) Saiba que se arrisca a virtude de uma moça quando se lhe contraria o gosto no casamento; que a intenção de viver honestamente depende das qualidades do marido que se lhe dá; e aqueles que, em toda parte, são apontados com o dedo, muitas vezes fazem das próprias mulheres o que elas são."
(pg. 42)
VALÈRE:
[para Mariane, achando que ela queria trocá-lo por Tartufo]
"(...) Coração que nos esquece nos lança um desafio e é preciso, para esquecê-lo, usar de todos os meios: se não se conseguir, deve-se pelo menos fingir. E não se perdoa nunca a covardia de demonstrar amor a quem nos abandona."
(pg. 59)
TARTUFO:
[para Elmire, quando ela finge gostar dele para desmascará-lo]
"Posso dissipar-lhe esses temores ridículos, minha senhora, pois conheço a arte de afastar os escrúpulos. De fato, o Céu proíbe certos contentamentos;(é um celerado que fala)* mas sempre se acha uma maneira de acomodar; conforme necessidades diversas, existe uma ciência destinada a estender os liames de nossa consciência e retificar o mal da ação com a pureza da intenção.(...)"
*trata-se de uma rubrica de Molière.
(pg. 109)
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Referência:
Molière. Tartufo. Tradução: Jacy Monteiro. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
ATENÇÃO! Este mesmo livro também contém as obras "Escola de Mulheres", trad. Millôr Fernandes (é a mesma obra, mas não é a mesma referência do post anterior), e "O Burguês Fidalgo", trad. de Octavio Mendes Cajado.
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Comentário:
Apesar do alarde, nem achei a melhor obra de Molière até agora (das que li). Por enquanto, é a mais crítica de forma evidente (acho que todas são críticas, mas algumas são mais debochadas... achei essa quase didática).
Este livro foi traduzido do original em francês, cujo título é " Le Tartuffe" (é de1664)e o nome verdadeiro de Molière era Jean-Baptiste Poquelin (1622-1672).
Possui notas - muito interessantes - de Robert Jouanny para a edição francesa de Éditions Garnier Frères.
CURIOSIDADES:
(1) Nas minhas aulas de teatro, soube que "Tartufo" foi censurada e por 6 anos não pôde ser encenada. Molière, que tinha formação como advogado, defendeu sua obra alegando que ela não criticava a fé, mas os maus religiosos. Mas a obra só foi "liberada" depois que ele mudou o final, introduziu o personagem "Senhor Leal" e mostrou o Rei(Luís XIV) como soberano justo que desmascara as falsidades.
(2) No livro "Mestres do Teatro I", John Gassner conta que Tartufo foi proibido pelo rei e que, após essa censura, Molière escreveu Don Juan, dando vida a uma "lenda" que existia desde a Idade Média. Ele faz considerações sobre a época:
"A França era varrida por uma reação contra a crescente vaga de ceticismo religiosos e científico. O pensamento liberal era denunciado pelas seitas religiosas, entre as quais as mais ativas eram os Jesuítas e os Janenistas. A devoção se transformava em moda e nem todas as suas manifestações eram desinteressadas e sinceras. (...) Custou ao autor ser acusado de ateu por aqueles cujas sensibilidades haviam sido ofendidas. (...) Insistiu que não havia atacado a religião e sim a forma pela qual podia ser usada para disfarçar o interesse próprio."
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Personagens dos trechos selecionados:
Orgon é o chefe de família que recebe Tartufo como hóspede em sua casa e fica cego com suas evocações religiosas.
Mariane é filha de Orgon.
Dorine é dama de companhia de Mariane, filha de Orgon.
Cléante é cunhado de Orgon.
Valère é o pretendente de Mariane.
Elmire é a segunda mulher de Orgon (ele é viúvo e bem mais velho que ela) e madrasta de Mariane e Damis.
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Trechos selecionados:
DORINE:
[para Senhora Pernelle, mãe de Orgon, sobre uma dama conhecida que ela cita]
"O exemplo é admirável e esta dama é boa! É verdade que vive como pessoa austera, mas foi a idade que lhe meteu na alma esse zelo ardente e sabe-se que é pudica contra a própria vontade. Enquanto pôde atrair as homenagens de muitos corações, gozou de todas as vantagens de que dispunha; vendo, porém, diminuir o brilho de seus olhos, propõe-se renunciar ao mundo que a abandona, mascarando a debilidade de seus atrativos já gastos com o véu pomposo de uma grande sabedoria. São essas as vicissitudes das coquetes do tempo. Para elas é duro ver os galantes baterem em retirada. Em tal abandono, a sombria inquietação não lhes concede outro recurso senão o de representar o papel de mulher pudica; e a severidade dessas mulheres de bem tudo censura e nada perdoa; censuram acerbamente a vida de qualquer um, não por caridade mas impelidas pela inveja, que não poderia permitir que outra gozasse dos prazeres, cujos desejos o declínio da idade já extinguiu."
(pgs. 17 e 18)
CLÉANTE:
[para Orgon, sobre os bons e honestos devotos]
"(...) neles não se vê esse fasto insuportável e a devoção deles é humana, é tratável; não se metem a censurar-nos todas as ações. Acham que é orgulho demasiado corrigir a todos e abandonando aos outros a arrogância das palavras, é com suas ações que procuram corrigir as nossas. Para eles a aparência do mal não tem grande importância e são levados sempre a pensar bem do próximo. Nada de intrigas, nada de conluios com eles. Sua única preocupação é procurar viver bem; nunca se escarniçam contra um pecador qualquer; odeiam somente o pecado e não pretendem esposar, com zelo extremo, os interesses do Céu mais do que o próprio Céu.(...)"
(pgs. 30 e 31)
DORINE:
[para Orgon, sobre ele querer forçar a filha a casar-se com Tartufo]
"(...) Saiba que se arrisca a virtude de uma moça quando se lhe contraria o gosto no casamento; que a intenção de viver honestamente depende das qualidades do marido que se lhe dá; e aqueles que, em toda parte, são apontados com o dedo, muitas vezes fazem das próprias mulheres o que elas são."
(pg. 42)
VALÈRE:
[para Mariane, achando que ela queria trocá-lo por Tartufo]
"(...) Coração que nos esquece nos lança um desafio e é preciso, para esquecê-lo, usar de todos os meios: se não se conseguir, deve-se pelo menos fingir. E não se perdoa nunca a covardia de demonstrar amor a quem nos abandona."
(pg. 59)
TARTUFO:
[para Elmire, quando ela finge gostar dele para desmascará-lo]
"Posso dissipar-lhe esses temores ridículos, minha senhora, pois conheço a arte de afastar os escrúpulos. De fato, o Céu proíbe certos contentamentos;(é um celerado que fala)* mas sempre se acha uma maneira de acomodar; conforme necessidades diversas, existe uma ciência destinada a estender os liames de nossa consciência e retificar o mal da ação com a pureza da intenção.(...)"
*trata-se de uma rubrica de Molière.
(pg. 109)
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16 de abril de 2009
Central Park West
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Referência:
ALLEN, Woody. Central Park West. In: Adultérios. Tradução: Cássia Zanon. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2007.
P.S.: Tradução de "Three one-act-plays", acho que de 1974.
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Comentário:
Esta é a terceira peça do livro (são três). Já postei trechos da primeira e da segunda.
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Trechos selecionados:
"Carol: Qual foi o motivo que ele deu?
Phyllis: Que ele não me ama mais... não gosta de ficar perto de mim... que fica com falta de ar de se imaginar passando de novo pela triste coreografia de fazer sexo comigo. Esses são os vagos motivos que ele dá, mas acho que só está sendo educado. Na verdade, acho que ele não gosta da minha comida."
(pg. 131)
"Phyllis: Ela vai deixar você. Vai embora com outro homem.
Howard: Como assim?
Phyllis: Assim, você dançou... acabou a mulherzinha... ela está dando para o meu marido há três anos e vai ficar com ele.
Carol (a Phyllis): Você é destestável.
Phyllis: Estou mentindo? Feche a bioca, Howard.
Howard: Isso é verdade, Carol?
Carol: Sam e eu nos apaixonamos... não queríamos magoas ninguém.
Howard (sentando-se lentamente): N-não... claro que não.
Phyllis: Meu Deus, você não vai ficar bravo?
Howard: Para quê? Isso não vai desfazer as coisas.
Phyllis: Há um momento para ser racional, e um momento para perder as estribeiras... eu deixo as facas de carne na cozinha."
(pgs 150 e 151)
"Phyllis: Que loucura é esta? Estou sendo penalizada por todo mundo porque sou um sucesso? Minha irmã, meus amigos, meus maridos...
Howard: As pessoas nunca nos odeiam pelas nossas fraquezas... elas nos odeiam pelos nossos pontos fortes."
(pg. 178)
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Referência:
ALLEN, Woody. Central Park West. In: Adultérios. Tradução: Cássia Zanon. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2007.
P.S.: Tradução de "Three one-act-plays", acho que de 1974.
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Comentário:
Esta é a terceira peça do livro (são três). Já postei trechos da primeira e da segunda.
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Trechos selecionados:
"Carol: Qual foi o motivo que ele deu?
Phyllis: Que ele não me ama mais... não gosta de ficar perto de mim... que fica com falta de ar de se imaginar passando de novo pela triste coreografia de fazer sexo comigo. Esses são os vagos motivos que ele dá, mas acho que só está sendo educado. Na verdade, acho que ele não gosta da minha comida."
(pg. 131)
"Phyllis: Ela vai deixar você. Vai embora com outro homem.
Howard: Como assim?
Phyllis: Assim, você dançou... acabou a mulherzinha... ela está dando para o meu marido há três anos e vai ficar com ele.
Carol (a Phyllis): Você é destestável.
Phyllis: Estou mentindo? Feche a bioca, Howard.
Howard: Isso é verdade, Carol?
Carol: Sam e eu nos apaixonamos... não queríamos magoas ninguém.
Howard (sentando-se lentamente): N-não... claro que não.
Phyllis: Meu Deus, você não vai ficar bravo?
Howard: Para quê? Isso não vai desfazer as coisas.
Phyllis: Há um momento para ser racional, e um momento para perder as estribeiras... eu deixo as facas de carne na cozinha."
(pgs 150 e 151)
"Phyllis: Que loucura é esta? Estou sendo penalizada por todo mundo porque sou um sucesso? Minha irmã, meus amigos, meus maridos...
Howard: As pessoas nunca nos odeiam pelas nossas fraquezas... elas nos odeiam pelos nossos pontos fortes."
(pg. 178)
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