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Referência:
LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.
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Comentário:
Este livro é uma edição acompanhado de CD duplo com o texto inteiro narrado pelo Pedro Paulo Rangel. Em outras palavras, vem acompanhado de um audio book. Eu ouvi ele todo e amei!
É uma experiência muito peculiar ouvir Miss Lispector, especialmente em se tratando deste livro que é escrito em primeira pessoa e que traz as divagações de um escritor (um personagem, Rodrigo S.M.) enquanto escreve uma história.
Para localizá-lo com mais facilidade, o ISBN: 85-325-2127-4.
Ah! A dedicatória da autora é narrada pela cantora brasileira Maria Bethânia.
P.S: Clarice tem uma forma diferente de pontuar e, por isso mesmo, reproduzo sua pontuação.
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Trechos selecionados:
[São pensamentos/falas de Rodrigo S. M. que escreve sobre uma mulher nordestina.]
"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." (pq. 9)
"Porque há direito ao grito.
Então eu grito.
Grito puro e sem pedir esmola."
(pg. 12)
"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?" (pg. 15)
"Se tivesse a tolice de se perguntar 'quem sou eu?' cairia estatelada e em cheio no chão. É que 'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto." (pg. 15)
"Apaixonei-me subitamente por fatos sem literatura - fatos são pedras duras e agir está me interessando mais do que pensar, de fatos não há como fugir." (pgs. 15 e 16)
"Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." (pg. 18)
"A classe alta me tem como um monstro esquisito, a média com desconfiança de que eu possa desequilibrá-la, a classe baixa nunca vem a mim." (pq. 19)
"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias." (pg. 22)
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26 de fevereiro de 2009
5 de fevereiro de 2009
Gullar Completo - declaração em entrevista para jornal
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Referência:
Peço PERDÃO antecipado, mas não encontrei a forma correta de escrever essa referência... então escrevo como eu entendi! ;o)
BERTOL, Rachel. Gulllar Completo. Jornal O Globo. Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2008. Caderno Prosa & Verso, pg. 1.
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Comentário:
Achei interessante a declaração do poeta na entrevista sobre o lançamento do livro contendo suas obras completas (de poemas, algumas declarações de autores e textos dele próprio inéditos)... inspirador, já que tb quero viver de arte e me deparo com a angústia de não poder planejar a vida.
O livro lançado em 2008 chama-se "Poesia completa, teatro e prosa" da editora Nova Aguilar com 1138 pgs. (No jornal diz que custa R$229,90)
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Trecho selecionado:
"Eu vou escrevendo, não planejo nem livro, nem a vida. A minha vida é um improviso. Nunca planejei nada do que fiz. Na poesia, então, isso é total, eu não controlo. É o espanto da vida, dos momentos, que me faz escrever. Se não acontece nada, se nada me espanta, eu não escrevo. " (pg. 1)
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Referência:
Peço PERDÃO antecipado, mas não encontrei a forma correta de escrever essa referência... então escrevo como eu entendi! ;o)
BERTOL, Rachel. Gulllar Completo. Jornal O Globo. Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2008. Caderno Prosa & Verso, pg. 1.
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Comentário:
Achei interessante a declaração do poeta na entrevista sobre o lançamento do livro contendo suas obras completas (de poemas, algumas declarações de autores e textos dele próprio inéditos)... inspirador, já que tb quero viver de arte e me deparo com a angústia de não poder planejar a vida.
O livro lançado em 2008 chama-se "Poesia completa, teatro e prosa" da editora Nova Aguilar com 1138 pgs. (No jornal diz que custa R$229,90)
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Trecho selecionado:
"Eu vou escrevendo, não planejo nem livro, nem a vida. A minha vida é um improviso. Nunca planejei nada do que fiz. Na poesia, então, isso é total, eu não controlo. É o espanto da vida, dos momentos, que me faz escrever. Se não acontece nada, se nada me espanta, eu não escrevo. " (pg. 1)
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5 de janeiro de 2009
O Diário de Anne Frank
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Referência:
FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank: edição integral. Tradução: Ivanir Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 1995.
Observações importantes:
> Traduzido a partir da edição em língua inglesa chamada "The diary of a young girl".
> Anne manteve um diário de 1942 a 1944. Neste último ano ouviu numa transmissão de rádio que um membro do governo holandês (no exílio) esperava recolher testemunhos do povo holandês sob ocupação alemã. Ela decidiu reescerver e a organizar o diário, melhorando o texto, omitindo passagens que achava desinteressantes e acrescentando outras de memória. Trata-se aqui da publicação desta segunda versão. Isto é explicado no prefácio do livro (pgs. 5 e 6).
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Comentário:
Ainda estou lendo, mas não tive como não publicar esse trecho... quanta ironia do destino! Em breve, coloco mais sobre a Alma Imoral. ;o)
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Trecho selecionado:
"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisa do meu peito.
'O papel tem mais paciência que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado nas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou sairia. Finalmente fiquei onde estava matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença." (pgs. 15 e 16)
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Referência:
FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank: edição integral. Tradução: Ivanir Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 1995.
Observações importantes:
> Traduzido a partir da edição em língua inglesa chamada "The diary of a young girl".
> Anne manteve um diário de 1942 a 1944. Neste último ano ouviu numa transmissão de rádio que um membro do governo holandês (no exílio) esperava recolher testemunhos do povo holandês sob ocupação alemã. Ela decidiu reescerver e a organizar o diário, melhorando o texto, omitindo passagens que achava desinteressantes e acrescentando outras de memória. Trata-se aqui da publicação desta segunda versão. Isto é explicado no prefácio do livro (pgs. 5 e 6).
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Comentário:
Ainda estou lendo, mas não tive como não publicar esse trecho... quanta ironia do destino! Em breve, coloco mais sobre a Alma Imoral. ;o)
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Trecho selecionado:
"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisa do meu peito.
'O papel tem mais paciência que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado nas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou sairia. Finalmente fiquei onde estava matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença." (pgs. 15 e 16)
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23 de outubro de 2008
Escrever para crianças (carta)
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Referência:
In: France, Anatole. O Artista. Ed. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes), SP: 2004.
Infos: livros@imprensaoficial.com.br e 0800-0123401 (em SP: 11-6099-9725)
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Comentário:
Da bienal de 2007!
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Trecho selecionado:
Carta à Srta. D*
"É notório que as crianças demonstram quase sempre profunda repugnância pela leitura de livros escritos para elas. Desde as primeiras páginas elas sentem que o autor se esforçou para entrar no reino delas, em lugar de as transportar para o dele e que, portanto, não encontrarão, levadas por ele, a novidade, o desconhecido de que está sedenta a alma humana em qualquer idade. Os pequenos são tomados da curiosidade que faz os sábios e os poetas. Querem que lhes seja revelado o universo, o universo místico. Os autores que se curvam diante deles e os mantêm na contemplação de sua própria infância, aborrecem-nos cruelmente."
(...)
"Quando escreverem para crianças, não se preocupem em fazê-lo de modo especial. Pensem muito bem e escrevam muito bem. Que tudo tenha vida, seja grande, amplo e poderoso em sua história. Eis o único segredo para agradar os leitores."
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Referência:
In: France, Anatole. O Artista. Ed. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes), SP: 2004.
Infos: livros@imprensaoficial.com.br e 0800-0123401 (em SP: 11-6099-9725)
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Comentário:
Da bienal de 2007!
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Trecho selecionado:
Carta à Srta. D*
"É notório que as crianças demonstram quase sempre profunda repugnância pela leitura de livros escritos para elas. Desde as primeiras páginas elas sentem que o autor se esforçou para entrar no reino delas, em lugar de as transportar para o dele e que, portanto, não encontrarão, levadas por ele, a novidade, o desconhecido de que está sedenta a alma humana em qualquer idade. Os pequenos são tomados da curiosidade que faz os sábios e os poetas. Querem que lhes seja revelado o universo, o universo místico. Os autores que se curvam diante deles e os mantêm na contemplação de sua própria infância, aborrecem-nos cruelmente."
(...)
"Quando escreverem para crianças, não se preocupem em fazê-lo de modo especial. Pensem muito bem e escrevam muito bem. Que tudo tenha vida, seja grande, amplo e poderoso em sua história. Eis o único segredo para agradar os leitores."
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