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Referência:
BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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Comentário:
Como prometido, mais citações! E tem mais por aí... estou tentando reuni-las por "temas".
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Trechos selecionados:
"Quando um cônjuge esboça transformações em sua pessoa, implicando transformações na relação, o outro muitas vezes cobra justamente os compromissos assumidos, dando um passo para trás. Não reconhece que seus direitos de apego não têm o menor valor numa relação em que o compromisso explícito é o relacionamento. Se, numa relação, alguém se modifica, o pacto é este: todos devem se colocar em movimento. A reação de dar um passo para trás – expondo carências, coletando justificativas ou evocando direitos – é um apego que, em si, é a maior das traições ao sonho assumido em pacto." (p. 31)
"Os que mudam de emprego radicalmente, o que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, os que se libertam e os que rompem experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto ‘forasteiros’." (pg. 69)
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6 de janeiro de 2009
5 de janeiro de 2009
O Diário de Anne Frank
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Referência:
FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank: edição integral. Tradução: Ivanir Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 1995.
Observações importantes:
> Traduzido a partir da edição em língua inglesa chamada "The diary of a young girl".
> Anne manteve um diário de 1942 a 1944. Neste último ano ouviu numa transmissão de rádio que um membro do governo holandês (no exílio) esperava recolher testemunhos do povo holandês sob ocupação alemã. Ela decidiu reescerver e a organizar o diário, melhorando o texto, omitindo passagens que achava desinteressantes e acrescentando outras de memória. Trata-se aqui da publicação desta segunda versão. Isto é explicado no prefácio do livro (pgs. 5 e 6).
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Comentário:
Ainda estou lendo, mas não tive como não publicar esse trecho... quanta ironia do destino! Em breve, coloco mais sobre a Alma Imoral. ;o)
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Trecho selecionado:
"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisa do meu peito.
'O papel tem mais paciência que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado nas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou sairia. Finalmente fiquei onde estava matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença." (pgs. 15 e 16)
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Referência:
FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank: edição integral. Tradução: Ivanir Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 1995.
Observações importantes:
> Traduzido a partir da edição em língua inglesa chamada "The diary of a young girl".
> Anne manteve um diário de 1942 a 1944. Neste último ano ouviu numa transmissão de rádio que um membro do governo holandês (no exílio) esperava recolher testemunhos do povo holandês sob ocupação alemã. Ela decidiu reescerver e a organizar o diário, melhorando o texto, omitindo passagens que achava desinteressantes e acrescentando outras de memória. Trata-se aqui da publicação desta segunda versão. Isto é explicado no prefácio do livro (pgs. 5 e 6).
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Comentário:
Ainda estou lendo, mas não tive como não publicar esse trecho... quanta ironia do destino! Em breve, coloco mais sobre a Alma Imoral. ;o)
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Trecho selecionado:
"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisa do meu peito.
'O papel tem mais paciência que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado nas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou sairia. Finalmente fiquei onde estava matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença." (pgs. 15 e 16)
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17 de dezembro de 2008
A Alma Imoral - seleção 1 de 5
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Referência:
BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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Comentário:
Amei esse livro! Nilton Bonder nos remete à profunda reflexão sobre a vida em sociedade e nós mesmos. Vai render vááários posts! ;o))))
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Trechos selecionados:
"É interessante notar que, quando o Criador comanda, está em sua mais plena função de estabelecer diretrizes ao que cria; quando proíbe, no entanto, abre a porta para uma dimensão de co-criação. Admitir que é possível para a criatura fazer algo que não pode é chamá-la a criar junto, seja pela obediência ou pela transgressão. Perceba-se que mesmo a obediência ao que é proibido é distinta da obediência ao que é comandado. Obedecer ao proibido por opção é de ordem evolucionária, como também a transgressão." (p. 14)
"Transgredir é transcender, e nossa história não teria mártires no campo político, científico, religioso, cultural e artístico caso fosse possível transcender sem colocar em risco a sobrevivência da espécie.
(...)
Se por sede de poder alguém rompe com o senso comem da melhor ordem para a preservação e reprodução de nossa espécie, é um fora-da-lei. O traidor, por sua vez, é um transgressor. Ele propõe outra lei e outra realidade. Se alguém rompe com uma estrutura tradicional de família, se pode ser caracterizado como um perverso, este tem seu lugar garantido na sociedade. Ele é o que não se deve fazer. Ele tem uma função importante e terá suas regalias asseguradas enquanto assumir a condição de errado. Tal condição é particular e toda sociedade tem espaço para um certo número de casos. No entanto, se o rompimento com a estrutura familiar é acompanhado de um desejo de legitimação dessa conduta, esse indivíduo é inaceitável e um bom candidato ao martírio." (pgs 18 e 19)
“Muitas vezes a palavra ‘fraco’ é associada ao traidor, quando o que este menos representa é ‘fraqueza’. É preciso muita coragem para trair, porque o traidor se expõe ao revelar segredos de sua intimidade” (p. 36)
“A transgressão das próprias convicções é essencial.” (p. 42)
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Referência:
BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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Comentário:
Amei esse livro! Nilton Bonder nos remete à profunda reflexão sobre a vida em sociedade e nós mesmos. Vai render vááários posts! ;o))))
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Trechos selecionados:
"É interessante notar que, quando o Criador comanda, está em sua mais plena função de estabelecer diretrizes ao que cria; quando proíbe, no entanto, abre a porta para uma dimensão de co-criação. Admitir que é possível para a criatura fazer algo que não pode é chamá-la a criar junto, seja pela obediência ou pela transgressão. Perceba-se que mesmo a obediência ao que é proibido é distinta da obediência ao que é comandado. Obedecer ao proibido por opção é de ordem evolucionária, como também a transgressão." (p. 14)
"Transgredir é transcender, e nossa história não teria mártires no campo político, científico, religioso, cultural e artístico caso fosse possível transcender sem colocar em risco a sobrevivência da espécie.
(...)
Se por sede de poder alguém rompe com o senso comem da melhor ordem para a preservação e reprodução de nossa espécie, é um fora-da-lei. O traidor, por sua vez, é um transgressor. Ele propõe outra lei e outra realidade. Se alguém rompe com uma estrutura tradicional de família, se pode ser caracterizado como um perverso, este tem seu lugar garantido na sociedade. Ele é o que não se deve fazer. Ele tem uma função importante e terá suas regalias asseguradas enquanto assumir a condição de errado. Tal condição é particular e toda sociedade tem espaço para um certo número de casos. No entanto, se o rompimento com a estrutura familiar é acompanhado de um desejo de legitimação dessa conduta, esse indivíduo é inaceitável e um bom candidato ao martírio." (pgs 18 e 19)
“Muitas vezes a palavra ‘fraco’ é associada ao traidor, quando o que este menos representa é ‘fraqueza’. É preciso muita coragem para trair, porque o traidor se expõe ao revelar segredos de sua intimidade” (p. 36)
“A transgressão das próprias convicções é essencial.” (p. 42)
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