21 de janeiro de 2009

A Alma Imoral - seleção 5 de 5

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Referência:


BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

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Comentário:


Última seleção!

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Trechos selecionados:


"Ousaria dizer que tudo que é positivo para a vida é o que não se dissimula" (p.22)

"A lei, o privilégio concedido à determinada compreensão do que é certo, só se faz legítima na medida em que, dadas as condições necessárias, sua preservação possa até mesmo ser mantida através de sua desobediência." (p. 24)

"Segundo o Tratado de Sanhedrin*, em casos de julgamento de penas capitais - quando se faziam necessários 23 juízes - caso houvesse unanimidade na condenação do réu, o julgamento era desqualificado e este liberado. O sentido de tal lei, expressão da alma e obviamente subversiva, é a desconfiança de que um processo possa ser tão bem conduzido que não paire qualquer dúvida quanto a uma leitura diferente da situação. A unanimidade expressa uma acomodação à verdade absoluta que é insuportável à vida e que tem grande potencial destrutivo."
(pg. 25)


*Tratado de Sanhedrin é um texto que faz parte da tradição judaica.

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20 de janeiro de 2009

A Alma Imoral - seleção 4 de 5

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Referência:


BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

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Comentário:


Penúltima seleção! ;o) Esta, eu identifiquei como trechos sobre ética.

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Trechos selecionados:
"Ousaria dizer que tudo que é positivo para a vida é o que não se dissimula" (p.22)

“A dificuldade está em legitimar seu novo ‘correto’ de maneira verdadeira, não com argumentos ou justificativas, mas com uma crença profunda na alma e em suas transgressões.” (p. 45)

“Ser tolo é querer menos do que o ‘correto’ e ser perverso é querer menos do que o ‘bom’.” (pg. 74)

“Quando não se é ‘honesto’, ou seja, quando formas de hipocrisia vão ganhando espaço e a conduta é marcada por dissimulações, paramos de sentir satisfação.
(...)
Por isso nos é tão difícil ser honestos, pois as condições para que isso aconteça se constroem a cada instante.” (pg 79)


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15 de janeiro de 2009

A Alma Imoral - seleção 3 de 5

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Referência:


BONDER, Nilton. A Alma Imoral - Traição e tradição através dos tempos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


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Comentário:


Mais do mesmo! Dessa vez com indicação da peça A Alma Imoral que vi duas vezes e que me fez comprar o livro. Obrigada, Clarice, pela obra. Espero um dia trabalhar com ela. ;o)
(Mais uma Clarice marcando minha vida!)


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Trechos selecionados:



"O problema, no entanto, está no fato de que é impossível mudar sem se expor ao erro absoluto." (pgs. 19 e 20)


"A importância do presente está na responsabilidade que temos de honrar o passado e o futuro, numa medida artisticamente concebida de honrar compromissos e rompimentos." (p.22)


“O Apego ameaça e violenta a integridade de um ser humano da mesma maneira que uma traição. Somos capazes de medir a última, mas poucas vezes nos damos conta da violência que impomos à nossa alma.” (p.30)


A proposta da imutabilidade é mais que indecorosa: ela violenta um indivíduo.” (p. 39)


“Surpreender-se é, na realidade, a maior prova de poder do ser humano. Surpreender os outros é fazer uso de nossos truques já dominados; supreender a si mesmo é ser um mago diante daquele que nos julgávamos ser.
O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas. (...)Já o herói da alma é aquele que surpreende a si mesmo e seus poderes são o que ainda não foi feito, dito, visto, falado ou escutado. O futuro e a possibilidade de não-convencionalidade são o instrumento de poder desse herói.” (p. 46)


“Porque as surpresas do relativo, das misturas, dos erros, das espontaneidades ou dos pecados fortalecem a alma e lhe ofertam seu nutriente mais importante: a evolução.” (p. 46)


“Todos nós deparamos com lugares estreitos em determinado momento. Estes lugares, que outrora serviram para nosso desenvolvimento e crescimento, se tornam apertados e limitadores.(...)
O corpo não gosta de sair, de mudar. São a estreiteza e o desconforto que o convencem de que não existe saída.”
(pgs. 47 e 48)


"Passar por um processo de mutação de maneira bem-sucedida é irromper em outro corpo que não se sabia que poderia conter nosso ‘eu’.” (pg. 51)

Achar-se – e o ancião tenta revelar este segredo ao jovem – é constituir identidades e desfazer-se delas.” (pg. 69)


“O pobre, o destituído, o estrangeiro, o marginal é mais bem preparado para levantar acampamento e seguir os caminhos da evolução do que aqueles que, bem adaptados, encontram sempre maneiras de transformar em ideologia, moral e teologia seu desejo de permanecer no lugar estreito. (...) O inconformado e o não estabelecido criam ligações mais verdadeiras com a dinâmica de vida mais próxima do desapego que do controle. Da perspectiva da alma, o pobre é mais apto que o rico, o bastardo, do que o filho mimado, o sofrido, do que o afortunado ou o que vem de longe em relação ao que vem de perto.” (pgs 110 e 111)

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Foto de divulgação da peça "A Alma Imoral" inspirada no livro.
Adaptação, concepção cência e interpretação: Clarice Niskier.
Foto: Dalton Valério
Mais infos: http://www.almaimoral.com/

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