16 de fevereiro de 2010

Era uma vez na América - extras DVD

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Referência:

Extras do DVD "Era uma vez na América" (Once upon a time in América). Direção: Sérgio Leone. Baseado na obra "The Hoods" de Harry Grey. Estados Unidos, 1984.

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Comentários:

Este filme é incrível! São quase 4 horas muito bem aproveitadas. O filme tem um jogo de tempos diferentes (sim, já faziam isso na década de 1980).

Para quem gosta de filmes de mafiosos, é imperdível!

Curiosidade:

1) Sergio Leone levou 11 anos para começar a concretizar seu projeto pessoal (este filme).

2) O esboço do roteiro - feito pela equipe de roteiristas a partir do livro "The Hood" tinha 200 páginas. O roteiro desenvolvido (que não era ainda o final) tinha 400 páginas.

3) O livro que inspirou o filme foi escrito por um ex-gangster que havia s etornado informante da polícia. (Do wikipedia com fonte: Hughes, Howard. Crime Wave:The Filmgoers' guide to the great crime movies. pp.156-157).

4) O filme foi lançado e bem aclamado pela crítica no Festival de Berlim em 1984.

Porém, os estúdios optaram por fazer uma "versão comercial" do filme para o lançamento nos EUA: tiraram os bem-estruturados e planejados flashbacks e cortaram cerca de 90 minutos de um filme que cada cena é imnportantíssima para o enredo e para a nossa emoção.

Esse foi o último filme de Sérgio Leone... dizem que ele não fez mais por desgosto.

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Trechos selecionados: depoimentos dos extras do DVD:


Arnon Milchan (produtor do filme):

"Caminhando sem parar, eu vi, no terraço principal de Cannes, um rosto inconfundível. 'Ai, meu Deus! Este é Sérgio Leone!' Eu não sabia, na época, que ele estava sentado naquele terraço havia 11 anos esperando alguém se aproximar, se apresentar e dizer: 'Posso assinar o cheque para financiar o seu filme e produzi-lo?'."



Stuart Kaminsky (roteirista):
- Trabalhou em cima da adaptação para cinema que já havia sido feita pelo time de roteiristas... está creditado como "diálogos adicionais"


"Ele [Sérgio Leone] leu todo o roteiro comigo lá. 400 páginas. Rindo sem parar! Ele olhou para mim e disse, pondo o roteiro de lado: 'É muito engraçado! Não quero que seja engraçado.' E eu comecei a escrever de novo."

"Eu me lembro especificamente de uma página em que Noodles [protagonista], personagem de Robert de Niro, encontra Tuesday Weld [cuja personagem é Carol] num hospital.
Ele olhou o roteiro e disse:
-Preciso de mais 10 palavras.
E apontou para uma fala de Tuesday Weld. Eu disse:
- Não está bom assim?.
E ele:
- Está. Preciso de mais 10 palavras.
Perguntei:
- Por quê?
E ele:
- Ela vai andar daqui até lá e eu quero que ela fale durante o caminho todo.
Ele já sabia como seria o set, que distância ela andaria, sabia onde a câmera ficaria, antes mesmo de o set ser construído, de qualquer coisa ser feita. E que precisava de mais 10 palavras para Tuesday Weld atravessar o local."



James Wood (co-estrela do filme, ao lado de Robert de Niro):
- Sobre a visão do diretor e persistência de conseguir fazer como queria.

"Uma vez estávamos fazendo uma cena em que Robert de Niro saía da prisão e eu devia encontrá-lo. Sergio estava numa grua enorme. Estávamos no Brooklyn, no meio da rua, e Sérgio viu que ía chover. Ficou esperando na grua porque ía fazer uma panorâmica da rua e aproximar a câmera de nós dois e queria que chovesse no meio da tomada. Ele estava tentando programar a tomada para isso. Não dava para ter máquina de chuva por causa da panorâmica do início [a máquina apareceria]. Eu pensei: 'Só Sergio Leone esperaria Deus fazer chover no meio da tomada e confiaria que, quando ele dissesse 'Ação!' Deus esperaria para fazer as nuvens se abrirem. Para minha surpresa - ou melhor, admiração - fizemos a tomada e começou a chover no meio dela, claro!"

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3 de dezembro de 2009

Essa pessoa copia posts dos outros como se fossem seus!

Ela copia e cola textos de outros blogs e não cita a fonte (exatamente o que este meu singelo blog é contra, né!?)!

Mas não é por não ter noção, pq quando copia texto de jornal, ela cita a fonte.

Será que a intenção é "piratear" o talento alheio para pesquisar e escrever algo de bom?

Vi a denúnica no blog Terapia Floral da Carol, que acompanho e adoro, aqui: um post indignado.

Vejam o post clonado da Carol (ela avisa: tem como mais recente post o meu texto publicado dia 30 de novembro no MSN, Reaqueça sua vida sexual com o título alterado para Florais para reacender a sexualidade e sensualidade. Fofo, né?)

Saude Integrada: Florais para reacender a sexualidade e sensualidade. A Chama da Paixão

Que feio!

2 de novembro de 2009

Viver sem tempos mortos - Simone de Beauvoir

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Referência:

Viver sem tempos mortos. Direção: Felipe Hirsch. Texto: baseado nos escritos de Simone de Beauvoir. Atriz: Fernanda Montenegro. Peça apresentada no Teatro Fashion Mall, Rio de Janeiro, em outubro de 2009.

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Comentários:

Entrei muito suspeita com a interpretação minimalista. Fernanda chega, senta na cadeira no meio do palco e conta a história de Simone como sua. Só quando percebi que 1 hora tinha passado como se fossem 5 minutos é que me dei conta de quanto estava hipnotizada por ela e pela história. Bom, eu amei! ;o)

E anotei algumas frases que me tocaram.

OBS:
(1) Coloquei o nome de Miss de Beauvoir no título deste post pq, em princípio, as frases são dos textos dela...
(2) Dois posts no mesmo dia na tentativa de compensar a minha ausência em outubro. Foi mês de muuuuiiiito trabalho!

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Trechos selecionados:

"O mundo, por um instante, é exatamente o que meu coração pede."

"Nada é mais difícil que entregar-se ao instante. Esta dificuldade é dor humana, nossa. Eu me entrego em palavras."

"Somo todos mortais e patéticos. {pequena pausa) O choque dessa frases só mostra como somos patéticos."



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