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Referência:
ALLEN, Woody. Bloqueio Criativo. Old Saybrook. In: Adultérios. Tradução: Cássia Zanon. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2007.
P.S.: Tradução de "Three one-act-plays", acho que de 1974.
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Comentário:
É a segunda peça de teatro do livro (são três). Acho que a tradução não está muito boa... mas, enfim! Adoro esse cinismo sarcástico.
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Trechos selecionados:
[sobre a reação de sua mulher ao descobrir que ele a traía]
"MAX: Tentou se afogar. Correu para o mar, mas tudo o que conseguiu foi ser queimada por uma água-viva. Ficou com os lábios inchados. De repente, com aqueles lábios inchados, ela ficou sexy, e eu voltei a me apaixonar. Claro que quando os lábios desincharam, ela voltou a me deixar irritado." (pg. 109)
"HAL: Ah, por favor, não é preciso ser príncipe para sofrer... há milhões de pessoas por aí que são torturadas como Hamlet. São Hamlet tomando Prozac."(pg. 113)
"SANDY: Mas qual a diferença entre perdoar e simplesmente varrer todos os problemas para debaixo do tapete?
MAX: Perdoar é muito mais magnânimo... é preciso ser uma pessoa generosa... o perdão é divino.
JENNY: E talvez seja a mesma coisa, mas parece melhor."
(pg. 114)
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17 de fevereiro de 2009
5 de fevereiro de 2009
Gullar Completo - declaração em entrevista para jornal
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Referência:
Peço PERDÃO antecipado, mas não encontrei a forma correta de escrever essa referência... então escrevo como eu entendi! ;o)
BERTOL, Rachel. Gulllar Completo. Jornal O Globo. Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2008. Caderno Prosa & Verso, pg. 1.
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Comentário:
Achei interessante a declaração do poeta na entrevista sobre o lançamento do livro contendo suas obras completas (de poemas, algumas declarações de autores e textos dele próprio inéditos)... inspirador, já que tb quero viver de arte e me deparo com a angústia de não poder planejar a vida.
O livro lançado em 2008 chama-se "Poesia completa, teatro e prosa" da editora Nova Aguilar com 1138 pgs. (No jornal diz que custa R$229,90)
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Trecho selecionado:
"Eu vou escrevendo, não planejo nem livro, nem a vida. A minha vida é um improviso. Nunca planejei nada do que fiz. Na poesia, então, isso é total, eu não controlo. É o espanto da vida, dos momentos, que me faz escrever. Se não acontece nada, se nada me espanta, eu não escrevo. " (pg. 1)
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Referência:
Peço PERDÃO antecipado, mas não encontrei a forma correta de escrever essa referência... então escrevo como eu entendi! ;o)
BERTOL, Rachel. Gulllar Completo. Jornal O Globo. Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2008. Caderno Prosa & Verso, pg. 1.
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Comentário:
Achei interessante a declaração do poeta na entrevista sobre o lançamento do livro contendo suas obras completas (de poemas, algumas declarações de autores e textos dele próprio inéditos)... inspirador, já que tb quero viver de arte e me deparo com a angústia de não poder planejar a vida.
O livro lançado em 2008 chama-se "Poesia completa, teatro e prosa" da editora Nova Aguilar com 1138 pgs. (No jornal diz que custa R$229,90)
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Trecho selecionado:
"Eu vou escrevendo, não planejo nem livro, nem a vida. A minha vida é um improviso. Nunca planejei nada do que fiz. Na poesia, então, isso é total, eu não controlo. É o espanto da vida, dos momentos, que me faz escrever. Se não acontece nada, se nada me espanta, eu não escrevo. " (pg. 1)
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23 de janeiro de 2009
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
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Referência:
LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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Comentário:
Li este livro no terceiro ano do segundo grau... e ele me marcou muito. Foi o primeiro que mexeu realmente comigo. Nunca esqueci deste trechinho ainda no início do livro que achei genial!
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Trecho selecionado:
"Pareceu-lhe então, meditativa, que não havia homem ou mulher que por acaso não se tivesse olhado ao espelho e não se surpreendesse consigo próprio. Por uma fração de segundo a pessoa se via como um objeto a ser olhado, o que poderiam chamar de narcisismo mas, já influenciada por Ulisses, ela chamaria de: gosto de ser. Encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não imaginei: eu existo.
E pelo mesmo fato de se haver visto ao espelho, sentiu como sua condição era pequena porque um corpo é menor que o pensamento - a ponto que seria inútil ter mais liberdade: sua condição pequena não a deixaria fazer uso da liberdade."
(pgs. 19 e 20)
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Referência:
LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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Comentário:
Li este livro no terceiro ano do segundo grau... e ele me marcou muito. Foi o primeiro que mexeu realmente comigo. Nunca esqueci deste trechinho ainda no início do livro que achei genial!
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Trecho selecionado:
"Pareceu-lhe então, meditativa, que não havia homem ou mulher que por acaso não se tivesse olhado ao espelho e não se surpreendesse consigo próprio. Por uma fração de segundo a pessoa se via como um objeto a ser olhado, o que poderiam chamar de narcisismo mas, já influenciada por Ulisses, ela chamaria de: gosto de ser. Encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não imaginei: eu existo.
E pelo mesmo fato de se haver visto ao espelho, sentiu como sua condição era pequena porque um corpo é menor que o pensamento - a ponto que seria inútil ter mais liberdade: sua condição pequena não a deixaria fazer uso da liberdade."
(pgs. 19 e 20)
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