16 de abril de 2009

Central Park West

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Referência:


ALLEN, Woody. Central Park West. In: Adultérios. Tradução: Cássia Zanon. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2007.

P.S.: Tradução de "Three one-act-plays", acho que de 1974.

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Comentário:


Esta é a terceira peça do livro (são três). Já postei trechos da primeira e da segunda.

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Trechos selecionados:


"Carol: Qual foi o motivo que ele deu?

Phyllis: Que ele não me ama mais... não gosta de ficar perto de mim... que fica com falta de ar de se imaginar passando de novo pela triste coreografia de fazer sexo comigo. Esses são os vagos motivos que ele dá, mas acho que só está sendo educado. Na verdade, acho que ele não gosta da minha comida."
(pg. 131)


"Phyllis: Ela vai deixar você. Vai embora com outro homem.

Howard: Como assim?

Phyllis: Assim, você dançou... acabou a mulherzinha... ela está dando para o meu marido há três anos e vai ficar com ele.

Carol (a Phyllis): Você é destestável.

Phyllis: Estou mentindo? Feche a bioca, Howard.

Howard: Isso é verdade, Carol?

Carol: Sam e eu nos apaixonamos... não queríamos magoas ninguém.

Howard (sentando-se lentamente): N-não... claro que não.

Phyllis: Meu Deus, você não vai ficar bravo?

Howard: Para quê? Isso não vai desfazer as coisas.

Phyllis: Há um momento para ser racional, e um momento para perder as estribeiras... eu deixo as facas de carne na cozinha."
(pgs 150 e 151)


"Phyllis: Que loucura é esta? Estou sendo penalizada por todo mundo porque sou um sucesso? Minha irmã, meus amigos, meus maridos...

Howard: As pessoas nunca nos odeiam pelas nossas fraquezas... elas nos odeiam pelos nossos pontos fortes."
(pg. 178)



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15 de abril de 2009

Bloqueio Criativo - Riverside Drive

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Referência:


ALLEN, Woody. Bloqueio Criativo. Riverside Drive. In: Adultérios. Tradução: Cássia Zanon. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2007.

P.S.: Tradução de "Three one-act-plays", acho que de 1974.

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Comentário:


É a primeira peça do livro (são três). Já postei trechos da segunda peça também. Confira aqui!

OBS: Fiquei fora me março viajando pelo mundo. Estou de volta! ;o)

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Trechos selecionados:


"Jim: Fred, não vou matá-la.

Fred: Não vai?

Jim: É algo psicótico... você é psicótico.

Fred: E você é só neurótico... de modo que tenho muito a ensinar. Sou hierarquicamente superior a você."
(pg. 52)


"Jim: Olhe aqui, não estou dizendo que não estou numa situação terrivelmente complicada. Não estou dizendo que não teria sorte se a Barbara... Se ela...

Fred: Pode dizer.

Jim: Morresse. Mas ela é um ser humano.

Fred: Você diz isso como se fosse uma coisa boa."
(pg. 59)

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26 de fevereiro de 2009

A Hora da Estrela

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Referência:


LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

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Comentário:


Este livro é uma edição acompanhado de CD duplo com o texto inteiro narrado pelo Pedro Paulo Rangel. Em outras palavras, vem acompanhado de um audio book. Eu ouvi ele todo e amei!

É uma experiência muito peculiar ouvir Miss Lispector, especialmente em se tratando deste livro que é escrito em primeira pessoa e que traz as divagações de um escritor (um personagem, Rodrigo S.M.) enquanto escreve uma história.

Para localizá-lo com mais facilidade, o ISBN: 85-325-2127-4.

Ah! A dedicatória da autora é narrada pela cantora brasileira Maria Bethânia.

P.S: Clarice tem uma forma diferente de pontuar e, por isso mesmo, reproduzo sua pontuação.

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Trechos selecionados:


[São pensamentos/falas de Rodrigo S. M. que escreve sobre uma mulher nordestina.]

"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." (pq. 9)

"Porque há direito ao grito.
Então eu grito.
Grito puro e sem pedir esmola."
(pg. 12)

"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?" (pg. 15)

"Se tivesse a tolice de se perguntar 'quem sou eu?' cairia estatelada e em cheio no chão. É que 'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto." (pg. 15)

"Apaixonei-me subitamente por fatos sem literatura - fatos são pedras duras e agir está me interessando mais do que pensar, de fatos não há como fugir." (pgs. 15 e 16)

"Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." (pg. 18)

"A classe alta me tem como um monstro esquisito, a média com desconfiança de que eu possa desequilibrá-la, a classe baixa nunca vem a mim." (pq. 19)

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias." (pg. 22)

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