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Referência:
Shakespeare, William. Rei Lear. Tradução: Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&PM, 2001.
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Comentário:
Um rei divide suas terras entre suas filhas para se aposentar e acaba descobrindo que o poder mostra a verdadeira face de cada um.
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Trechos selecionados:
Bobo (para Lear - cantando):
" Os bobos perdem o emprego // Pois os sábios vieram em bando // E como não têm juízo // Vivem nos macaqueando." (p. 32)
Bobo (para Lear): "Repartiste teu juízo à esquerda e à direita e acabste ficando sem nada no centro..." (p. 33)
Lear (para Kent): "...onde se alojou a dor maior mal se percebe a dor menor"
(...)
Lear (idem):"Quando a alma está em sossego, o corpo é mais sensível: a tempestade da minha alma apaga em meus sentidos toda outra sensação senão a que dói aqui." (p. 76)
Lear (conversando com Kent e Bobo): "Pompa do mundo, é este o teu remédio; expõe-te a ti mesmo no lugar dos desgraçados, e logo aprenderás a lhes dar o teu supérfluo, mostrando um céu mais justo" (p. 77)
Lear (sobre Edgar, que se apresenta como mendingo louco): "O homem é apenas isto? Observem-no bem. Não deve a seda ao verme, a pele ao animal, a lã à ovelha, nem seu odor ao almiscareiro. (...) O homem, sem os artifícios da civilização, é só um pobre animal como tu, nu e bifurcado." (ps. 79 e 80)
Gloucester a Edgar (achando que ele é um louco andarilho): "Céus, fazei sempre assim! Fazei com que o homem rodeado do supérfluo e saturado dos prazeres, que põe as vossas leis a seu serviço, e não quer ver porque não sente, sinta imediatamente o vosso poder; assim a distribuição destruiría o excesso e cada homem teria o necessário." (ps. 97 e 98)
Albânia (para a esposa Goneril): "Eu temo o teu caráter; um ser que despreza a própria origem não pode ser contido em nenhum limite." (p. 99)
(...)
Albânia (idem): "Sabedoria e bondade aos vis parecem vis. A imundície adora-se a si própria."
Rei Lear e Gloucester, quando G. revela que ficou cego!
Lear: "Como, estás louco? Mesmo sem olhos um homem pode ver como anda o mundo. Olha com as orelhas. Vê como aquele juiz ofende aquele humilde ladrão. Escuta com o ouvido, troca os dois de lugar, como pedras nas mãos; qual o juiz, qual o ladrão? (p. 113)
Lear: Já viste um cão da roça ladrar prum miserável? (...) E o pobre diabo correr do vira-latas? Pois tens aí a imponente imagem da autoridade; até um vira-lata é obedecido quando ocupa um cargo." (p.113)
(...)
Lear: "Oficial velhaco, suspende a tua mão ensangüentada! Por que chicoteias essa prostituta? Desnuda tuas próprias costas. Pois ardes de desejo de cometer com ela o ato pelo qual a chicoteias." (p.113)
(...)
Lear: "Cobre o crime com placas de ouro e, por mais forte que seja a lança da justiça, se quebra inofensiva. Um crime coberto de trapos a palha de um pigmeu o atravessa." (p. 113)
Lear (para Edgar):"Assim que nós nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos." (p. 114)
Edgar (para Edmundo): "Os deuses são justos, e nos castigam com nossos vícios mais doces." (p. 133, sobre o pai ter gerado um filho traidor a partir de um adultério)
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3 de novembro de 2008
23 de outubro de 2008
Escrever para crianças (carta)
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Referência:
In: France, Anatole. O Artista. Ed. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes), SP: 2004.
Infos: livros@imprensaoficial.com.br e 0800-0123401 (em SP: 11-6099-9725)
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Comentário:
Da bienal de 2007!
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Trecho selecionado:
Carta à Srta. D*
"É notório que as crianças demonstram quase sempre profunda repugnância pela leitura de livros escritos para elas. Desde as primeiras páginas elas sentem que o autor se esforçou para entrar no reino delas, em lugar de as transportar para o dele e que, portanto, não encontrarão, levadas por ele, a novidade, o desconhecido de que está sedenta a alma humana em qualquer idade. Os pequenos são tomados da curiosidade que faz os sábios e os poetas. Querem que lhes seja revelado o universo, o universo místico. Os autores que se curvam diante deles e os mantêm na contemplação de sua própria infância, aborrecem-nos cruelmente."
(...)
"Quando escreverem para crianças, não se preocupem em fazê-lo de modo especial. Pensem muito bem e escrevam muito bem. Que tudo tenha vida, seja grande, amplo e poderoso em sua história. Eis o único segredo para agradar os leitores."
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Referência:
In: France, Anatole. O Artista. Ed. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes), SP: 2004.
Infos: livros@imprensaoficial.com.br e 0800-0123401 (em SP: 11-6099-9725)
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Comentário:
Da bienal de 2007!
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Trecho selecionado:
Carta à Srta. D*
"É notório que as crianças demonstram quase sempre profunda repugnância pela leitura de livros escritos para elas. Desde as primeiras páginas elas sentem que o autor se esforçou para entrar no reino delas, em lugar de as transportar para o dele e que, portanto, não encontrarão, levadas por ele, a novidade, o desconhecido de que está sedenta a alma humana em qualquer idade. Os pequenos são tomados da curiosidade que faz os sábios e os poetas. Querem que lhes seja revelado o universo, o universo místico. Os autores que se curvam diante deles e os mantêm na contemplação de sua própria infância, aborrecem-nos cruelmente."
(...)
"Quando escreverem para crianças, não se preocupem em fazê-lo de modo especial. Pensem muito bem e escrevam muito bem. Que tudo tenha vida, seja grande, amplo e poderoso em sua história. Eis o único segredo para agradar os leitores."
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10 de outubro de 2008
Clarice Lispector no CCBB - RJ (exposição)
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Referência:
Trechos de uma entrevista de Clarice Lispector concedida em 1977 para a TV Cultura.
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Comentário:
Como peguei na exposição (em outubro de 2008), não tenho certeza absoluta da referência... e são trecho pequeninos. Exposição linda, por sinal!
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Trechos selecionados:
"Às vezes isso de me chamarem de escritora me isola. Pq me coloca um rótulo. Tudo o que digo, a maior bobagem, vira uma coisa linda com essa coisa boba... Tudo por causa disso, de ser escritora."
"Eu escolhi os livros pelos títulos e não pelos autores pq eu não conhecia nada." [sobre os livros que leu]
"Sei lá, tô meio cansada de mim mesma. "
"Bom, agora eu morri. Vamos ver se eu renasço de novo. Por enquanto, estou morta." [sobre a fase "entre" escritas de seus livros]
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Mais infos:
Achei a entrevista no youtube, mas confesso que não conferi o material... mas seguem os links pra quem quiser conferir:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=9ad7b6kqyok
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=TvLrJMGlnF4
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=2Orgxd9bD_c
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=ptCJzf20rbY
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=TbZriv5THpA
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Referência:
Trechos de uma entrevista de Clarice Lispector concedida em 1977 para a TV Cultura.
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Comentário:
Como peguei na exposição (em outubro de 2008), não tenho certeza absoluta da referência... e são trecho pequeninos. Exposição linda, por sinal!
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Trechos selecionados:
"Às vezes isso de me chamarem de escritora me isola. Pq me coloca um rótulo. Tudo o que digo, a maior bobagem, vira uma coisa linda com essa coisa boba... Tudo por causa disso, de ser escritora."
"Eu escolhi os livros pelos títulos e não pelos autores pq eu não conhecia nada." [sobre os livros que leu]
"Sei lá, tô meio cansada de mim mesma. "
"Bom, agora eu morri. Vamos ver se eu renasço de novo. Por enquanto, estou morta." [sobre a fase "entre" escritas de seus livros]
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Mais infos:
Achei a entrevista no youtube, mas confesso que não conferi o material... mas seguem os links pra quem quiser conferir:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=9ad7b6kqyok
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=TvLrJMGlnF4
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=2Orgxd9bD_c
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=ptCJzf20rbY
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=TbZriv5THpA
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